sexta-feira, 30 de novembro de 2007

O Burro Atmosférico







O burro atmosférico
é tão doce, tão doce,
que quando fecha os olhos
nevam flores.

Se rebola, solto,
revolto,
chovem confetis,
chovem carnavais
de estrelas intermitentes.

Se está triste
e uma lágrima nasce,
logo um manto azul, denso,
cai sobre a noite
e cerram-se as pálpebras
do horizonte.

Às vezes, se ninguém vê,
brinca com a forma da lua:
lua-gomo-de-laranja
lua-gigante-ferradura-de-ouro
lua-luna-de-lua-em-lua.

E rola revolto
o mundo..
Nevam flores,
chovem confetis,
e cai a noite
de lua em lua.

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